Mercados num minuto Fecho dos mercados: Há um ano que os juros de Portugal não subiam tantos dias seguidos

Fecho dos mercados: Há um ano que os juros de Portugal não subiam tantos dias seguidos

As bolsas europeias recuaram num dia em que o principal índice bolsista da Grécia escalou para máximos de julho. Já os juros voltaram a aumentar na Zona Euro, com a "yield" associada às obrigações portuguesas a 10 anos a crescer pelo sexto dia seguido, o ciclo mais longo desde novembro do ano passado.
Fecho dos mercados: Há um ano que os juros de Portugal não subiam tantos dias seguidos
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,36% para os 5.274,43 pontos

Stoxx 600 caiu 0,36% para os 404,41 pontos

S&P500 recua 0,24% para 3.086,69 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos avançam 2 pontos base para 0,377%

Euro sobe 0,05% para 1,1012 dólares

Petróleo em Londres cede 0,05% para 62,34 dólares por barril

 

Grécia contrasta com cenário de quedas na Europa

O índice Stoxx 600, que reúne as 600 maiores cotadas da região, caiu 0,36% para os 404,41 pontos, num dia em que todos os mercados europeus registaram quedas. Todos, menos um: a Grécia. O país helénico, que está a atravessar um período de privatizações de algumas grandes empresas estatais, como é o caso da Depa SA - o maior distribuidor de gás natural no país – viu o seu índice subir 2,93% para os 2.242,99 pontos, um máximo desde julho deste ano.

O resto da Europa negociou à boleia dos sinais vindos do continente asiático com a China a mostrar números da produção industrial, das vendas a retalho e do investimento abaixo do esperado. Também o Japão divulgou um crescimento do PIB de 0,2% no terceiro trimestre, quando as projeções apontavam para um crescimento de 0,9% da economia nipónica.

No entanto, hoje a economia alemã superou as previsões e os dados preliminares sobre a evolução do produto interno bruto (PIB) germânico mostraram um crescimento de 0,1% nos três meses até setembro, permitindo ao país escapar ao cenário de recessão técnica.

Do país germânico vieram também más notícias, num dia em que a Daimler caiu 4,17% e pressionou todo o setor automóvel, que derrapou 1,25% e foi o pior "performer" entre todos os setores europeus. O CEO da fabricante da Mercedes emitiu um novo "profit warning" e anunciou um plano de corte de custos de 1,3 mil milhões de euros.

Por cá, a bolsa nacional perdeu 0,36% para os 5.274,43 pontos, pressionada pelo setor do retalho, com a Jerónimo Martins, dona do Pingo Doce, a cair 1,16% para os 14,975 euros por ação e a Sonae, dona do Continente, a perder 1,23% para os 92 cêntimos por ação. 

Em contraciclo esteve a Galp, com a petrolífera a registar um máximo desde 4 de dezembro de 2018 nos 15,15 euros por ação, durante a sessão.

 
Juros com maior ciclo de subidas em mais de um ano

Os juros das dívidas voltam a agravar-se na Zona Euro, exceção feita para a "yield" associada às obrigações alemãs.

A taxa de juro correspondente aos títulos soberanos de Portugal com maturidade a 10 anos avança 2 pontos base para 0,377% no sexto dia consecutivo de agravamento – trata-se do ciclo mais longo de subidas dos juros portugueses no prazo de referência desde que, a 12 de novembro de 2018, culminou precisamente uma série de seis sessões a subir. Aumentos que colocam esta "yield" em máximos de 30 de junho.

Também a "yield" associadas às obrigações soberanas de Espanha expande-se 1 ponto base para 0,453% para a taxa mais elevada desde 17 de junho último no sexto dia seguido a subir.

Já a taxa de juro correspondente às obrigações germânicas a 10 anos recua 4,7 pontos base para -0,351%, o que significa que está em mínimos de 11 de abril. A subida expressiva dos juros de países com dívidas consideradas menos sustentáveis leva ao reforço da aposta na dívida alemã por esta ser considerada um ativo mais seguro.  

As subidas generalizadas dos juros na área do euro verificadas esta quinta-feira confirmam a tendência geral dos últimos dias e que resulta do menor apetite demonstrado pelos investidores por ativos considerados menos arriscados, o que, em sentido inverso, se repercute no reforço da aposta nos mercados bolsistas.

Este movimento surge numa altura em que há melhores perspetivas quanto a um acordo comercial entre os Estados Unidos e a China e já depois de hoje os dados relativos às economias da Zona Euro superarem as expectativas.

Euro sobe após tocar em mínimos de 10 de outubro

A moeda única europeia segue a valorizar 0,05% para 1,1012 dólares, na segunda sessão consecutiva em que aprecia contra a divisa norte-americana.

Ainda assim, o euro chegou a depreciar nos mercados cambiais, tendo mesmo tocado no valor mais baixo desde 10 de outubro. No entanto, as boas notícias relativamente à evolução das economias europeias, em particular da Alemanha, que evitou entrar em recessão técnica ao crescer 0,1% no terceiro trimestre, apoiaram a moeda única.

Perspetiva de excedente em 2020 desvaloriza crude

O preço do petróleo oscilou entre ganhos e perdas ao longo desta quinta-feira. Se a expectativa de quebra dos excedentes petrolíferos dos Estados Unidos ajudou à valorização da matéria-prima, a expectativa dos países exportadores de petróleo (OPEP) de que, no início de 2020, vão manter-se níveis excedentários implicou a desvalorização do crude.

Em Londres, o Brent do Mar do Norte cede 0,05% para 62,34 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), transacionado em Nova Iorque, cai 0,40% para 56,89 dólares.

Ouro sobe há três dias

O metal precioso dourado está a apreciar 0,57% para 1.471,90 dólares por onça na terceira sessão seguida a valorizar, o que coloca o ouro na cotação mais alta desde o passado dia 8 de novembro.




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