Mercados num minuto Fecho dos mercados: Lei de Hong Kong impede quinto dia da Europa no verde. Petróleo cai 1%

Fecho dos mercados: Lei de Hong Kong impede quinto dia da Europa no verde. Petróleo cai 1%

A Europa cedeu na quinta sessão depois de quatro dias consecutivos de ganhos. A pressionar está a mais recente ordem de Trump que pode exaltar os ânimos da China quando ambas as nações deviam estar prestes a selar um acordo comercial parcial.
Fecho dos mercados: Lei de Hong Kong impede quinto dia da Europa no verde. Petróleo cai 1%
Reuters
Ana Batalha Oliveira 28 de novembro de 2019 às 17:34

Os mercados em números

PSI-20 caiu 0,72% para 5.151,35 pontos

Stoxx 600 cedeu 0,14% para os 409,25 pontos

S&P500 não negoceia por ocasião do Dia de Ação de Graças

Juros da dívida portuguesa a dez anos agravaram 2 pontos base para os 0,396%

Euro valoriza 0,06% para os 1,1006 dólares

Petróleo em Londres desliza 1% para os 63,42 dólares o barril


Europa cai pela primeira sessão em cinco

O Stoxx600, o índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, cedeu 0,14% para os 409,25 pontos, com as cotadas do setor automóvel e das telecounicações a destacarem-se pela negativa. A abalar o sentimento dos investidores está o mais recente obstáculo às negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China: o presidente donald Trump aprovou uma legislação que marca a intervenção de Washington nos protestos de Hong Kong, conferindo alguma proteção aos manifestantes, os quais se têm revoltado contra o governo chinês. 

 

A negociação bolsista desta quinta-feira foi ainda afetada pela ausência de muitos investidores devido ao feriado do Dia de Ação de Graças, que determina o encerramento de Wall Street. Esta sexta-feira a sessão será mais curta, com a negociação a terminar às 18h00 (hora de Lisboa).

Na praça lisboeta, o BCP e a Jerónimo Martins foram os pesos pesados que mais contribuíram para a queda do PSI-20, com quebras superiores a 2,5% e a 1%, respetivamente.

Juros portugueses voltam a subir
Os juros da dívida a dez anos em Portugal subiram 2 pontos base para os 0,396%, valorizando pela segunda sessão consecutiva. Na Alemanha, as obrigações com a mesma maturidade também subiram, 1,2 pontos base para os -0,374%, pelo que o prémio da dívida portuguesa face à germânica está nos 77 pontos base.

Euro em alta ligeira face ao dólar

O euro está a valorizar 0,06% para os 1,1006 dólares. A moeda única europeia valoriza, contrariando a tendência negativa da sessão anterior, numa altura em que tem vindo a oscilar a cada dia entre o verde e o vermelho face à divisa norte-americana, embora com variações pouco expressivas. Apesar disto, o Bloomberg Dollar Spot Index, que avalia a prestação da "nota verde" face a várias moedas, está prestes a completar o ciclo de subidas mais longo desde fevereiro.

Petróleo cai 1% pressionado por reservas e Trump

O barril de Brent, negociado em Londres e referência para a Europa, segue com uma queda de 1% para os 63,42 dólares. As cotações deste barril caem pela segunda vez consecutiva depois de ter sido divulgado um aumento das reservas de crude nos Estados Unidos, que significa uma pressão do lado da oferta, ao qual acrescem os receios com a diminuição do lado da procura. A "sede" por petróleo pode vir a ser abalada depois de Trump ter aprovado uma lei relativamente a Hong Kong através da qual entre em confronto com o governo chinês, pelo que poderá ter um impacto negativo nas negociações comerciais com a nação asiática, prejudicando o crescimento económico a nível mundial – crescimento este assente no consumo de petróleo. 

Níquel desliza para mínimo de quatro meses

O níquel desvaloriza 2% para os 14.070 dólares na London Metal Exchange, e já chegou mesmo a tocar nos 13.930 dólares, o nível mais baixo dos últimos quatro meses. Esta descida marca também a quebra da barreira técnica dos 14.000 dólares, numa altura em que o metal segue em "queda-livre". Desde o pico atingido em setembro, os preços já deslizaram 25%. As sucessivas quedas marcam uma transição do foco dos investidores dos apertos na oferta para a redução na procura, decorrente do abrandamento económico na China.




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