Mercados num minuto Wall Street recupera com dados económicos acima do esperado e Boeing a disparar

Wall Street recupera com dados económicos acima do esperado e Boeing a disparar

Acompanhe aqui o dia dos mercados, minuto a minuto.
Wall Street recupera com dados económicos acima do esperado e Boeing a disparar
Justin Lane/EPA
Ana Batalha Oliveira 29 de junho de 2020 às 15:37

29 de junho de 2020 às 17:12
Dados económicos positivos animam bolsas

As principais bolsas europeias transacionaram em terreno positivo na sessão desta segunda-feira, 29 de junho. Foi o caso do índice de referência europeu, com o Stoxx600 a apreciar 0,44% para 359,89 pontos, com a generalidade dos setores do velho continente a impulsionar e o setor imobiliário a destacar-se como aquele que mais contribuiu para impedir uma valorização mais expressiva.

Também o lisboeta PSI-20 fechou no verde ao registar uma subida de 0,77% para 4.392,67 pontos.


A divulgação de dados económicos positivos permitiu animar o sentimento dos investidores. Na China, o setor industrial voltou aos lucros pela primeira vez desde novembro, enquanto nos Estados Unidos os dados reportados mostram um aumento da venda de imobiliário pendente que superou as estimativas dos analistas.


Estes dados permitiram contrabalançar aquilo que é a preocupação existente nos mercados quanto ao aumento de novos casos confirmados de covid-19 nas últimas semanas, o que elevou o número total de infetados, segundo a Organização Mundial de Saúde, para mais de 10 milhões.

29 de junho de 2020 às 16:41
Petróleo sobe com melhoria de dados na China e Zona Euro
Petróleo sobe com melhoria de dados na China e Zona Euro

As cotações do petróleo seguem em alta, animadas sobretudo pelos dados das empresas do ramo industrial na China, cujos lucros aumentaram em maio – pela primeira vez em seis meses. Além disso, a melhoria do sentimento económico na Zona Euro, em junho, ajudou ao otimismo.

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em agosto avança 1,35% para 39,01 dólares por barril.

Já o contrato de agosto do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, valoriza 0,78% para 41,34 dólares.

O "ouro negro" está a ser impulsionado pela melhoria de dados económicos na China e na Zona Euro e pelo corte da oferta por parte de grandes produtores, além da desvalorização do dólar.

Uma vez que o petrólo é denominado na nota verde, quando esta se deprecia a matéria-prima torna-se mais atrativa como investimento.

No entanto, a travar um maior ímpeto dos preços está o forte aumento de novos casos de infeções por covid-19 em todo o mundo – o que já levou a que alguns países voltassem a re-impor "lockdowns" parciais.

29 de junho de 2020 às 16:38
Juros de Portugal avançam, mas ainda abaixo dos de Espanha

Os juros da Zona Euro assumem posturas díspares na sessão desta segunda-feira, com a taxa de referência de Portugal a consumar uma leve subida de 0,5 pontos base para os 0,454%. Ainda assim, abaixo dos de Espanha, que vê os seus juros com maturidade a dez anos subirem 0,2 pontos base para os 0,485%. 

No resto da região, a Alemanha - que serve de referência para o bloco - consuma uma subida de 0,8 pontos base nos seus juros a dez anos para os -0,477%. 

Tendência oposta assumem as dívidas com maior risco de Itália e Grécia. No caso transalpino, os juros perdem 0,5 pontos base para os 1,281% e os juros helénicos caem 1,6 pontos base para os 1,238%.

29 de junho de 2020 às 16:28
Ouro chega-se perto dos 1.800 dólares com propagação da covid-19 a atrair investidores

O ouro - considerado um ativo de refúgio, cuja procura costuma aumentar com a turbulência externa - segue hoje a valorizar para perto do patamar dos 1.800 dólares, com o número de novos casos de covid-19 a atrair os investidores para o metal precioso. 

Por esta altura, o ouro segue a valorizar 0,10% para os 1.773,14 dólares por onça, beneficiando também com a volatilidade sentida hoje nos mercados de ações.

29 de junho de 2020 às 16:16
Euro ganha força face ao dólar. Libra na retranca

O euro continua a sua senda positiva face ao norte-americano dólar e hoje valoriza 0,24% para os 1,1246 dólares. 

Já a libra esterlina perde terreno para a divisa dos Estados Unidos, com os investidores a tentarem perceber como é que o governo britânico vai pagar o seu renovado plano de infraestruturas de 1,1 mil milhões de euros.

Para além dos receios sobre o plano de Boris Johnson, os investidores olham com preocupação para os pormenores que faltam ultimar no divórcio do Brexit. Por esta altura, a libra cai 0,56% para os 1,2267 dólares. 

29 de junho de 2020 às 15:59
Wall Street recupera com dados económicos acima do esperado e Boeing a disparar

A primeira sessão da semana está a ser um verdadeiro carrossel para os principais índices de Wall Street, num dia em que as ações da fabricante de aviões Boeing valorizam com força.

A sessão começou no "verde", mas rapidamente caiu para território negativo. Contudo, o bom desempenho da Boeing e os dados económicos permitiram às maiores bolsas dos Estados Unidos darem a volta. Por esta altura, o S&P 500 ganha 0,72% para os 3.031,17 pontos e o Dow Jones avança 1,60% para os 25.412,43 pontos. O tecnológico Nasdaq Composite sobe 0,57% para os 9.813,066 pontos.

Hoje, os dados sobre as vendas pendentes de casas nos Estados Unidos - um índice que controla os contratos de venda de imóveis assinados, mas cuja venda ainda não foi encerrada - evidenciaram uma subida recorde, superando todas as expectativas.

Este avanço espelha a reabertura da economia em vários estados norte-americanos, mesmo com os novos casos de pessoas infetadas com covid-19 a continuarem a subir. Na Califórnia, no Texas e na Florida o número de infetados não dá tréguas e renova máximos diários de forma sucessiva. 

Ainda destaque para a fabricante de aviões Boeing, que está a dar força ao Dow Jones, depois de o regulador do setor da aviação nos Estados Unidos ter aprovado uma série de testes realizados ao seu modelo 737 Max. 

29 de junho de 2020 às 09:56
Ouro tímido face à volatilidade

Numa altura de grande volatilidade nos mercados, o ouro segue em queda ligeira, de 0,12% para os 1.769,23 dólares por onça, depois de duas sessões de subidas consecutivas.

O metal amarelo resvala mantendo-se contudo, perto da fasquia dos 1.800 dólares por onça, a qual não atinge desde 2011, mas para onde a pandemia de covid-19 tem empurrado este metal precioso. O ouro encaminha-se, inclusivamente, para o fecho do melhor trimestre desde 2016.

29 de junho de 2020 às 09:45
Europa no sobe-e-desce com indústria chinesa e casos covid-19 a baralharem

As bolsas europeias arrancaram a sessão no vermelho, inverteram parao lado dos ganhos, e depois regressaram às perdas. Estas oscilações sucedem-se numa altura em que sinais opostos ditam a volatilidade num contexto de elevada incerteza nos mercados.

Londres, Paris e Amesterdão caem entre 0,2% e 0,3%, enquanto em Frankfurt e Madrid as perdas são mais modestas. Já o Stoxx600, que agrega as 600 maiores cotadas europeias, resvala 0,4% para os 356,88 pontos.

A empurrar para o vermelho está o número de novos casos de covid-19, agora que foram ultrapassados os 10 milhões de casos a nível  mundial, mas também o meio milhão de mortes e, paralelamente, as Nações Unidas registaram o dia com o maior número de novas infeções recentemente.

A contrabalançar está o registo da indústria chinesa, que registou lucros pela primeira vez desde novembro, conferindo esperança quanto ao movimento de recuperação económica pós-pandemia.

29 de junho de 2020 às 09:31
Juros agravam depois de semanas de alívio

Os juros da dívida a dez anos de Portugal sobem 1,7 para os 0,470%, depois de duas semanas consecutivas de saldo negativo. O país ibérico não está sozinho nas subidas, com Espanha a elevar–se também, em 2 pontos base, para os 0,474%. Ainda no sul, Itália mostra a mesma tendência de agravamento de 1,2 pontos base para os 1,3%.

Já na Alemanha, a remuneração das obrigações está em -0,474%, correspondente a um aumento de 1,7 pontos base.

A remuneração requerida por estes ativos eleva-se numa altura de grande incerteza nos mercados acionistas, a qual impele os investidores a investir em ativos tradicionalmente de menor risco.

29 de junho de 2020 às 09:30
Euro ganha contra dólar "vacinado"

A moeda única europeia valoriza face à moeda norte-americana, o dólar, tal como as principais divisas do cabaz G-10, ganhando 0,23% para os 1,245 dólares.

A sustentar esta posição de ambas as moedas estão as notícias de que o Banco Popular da China não pretende mexer no valor do yuan, o que poderia desvalorizar esta moeda e causar desequilíbrio na economia mundial.

Paralelamente, a CanSino Biologics divulgou ter visto a sua vacina aprovada por uma agência militar chinesa, renovando as esperanças quanto à possibilidade de um antídoto para a pandemia e afastando os investidores de ativos de refúgio como o dólar.

29 de junho de 2020 às 08:59
Bolsas europeias recuperam à boleia da China

As principais praças europeias estão a negociar em terreno positivo depois de terem iniciado a sessão a perder. A dar esperança estão os dados da indústria chinesa, que assinalam uma recuperação desta economia.

O índice que agrega as 600 maiores cotadas da Europa, o Stoxx600, está a subir 0,27% para os 359,28 pontos, com as cotadas do setor automóvel e do setor das viagens a darem os maiores saltos. Madrid, Frankfurt e Milão ultrapassam mesmo esta fasquia.

A dar força às bolsas europeias estão os dados económicos que mostram que a indústria chinesa conseguiu atingir lucros pela primeira vez desde novembro.

Os investidores libertam-se assim das preocupações com o número de novos casos de covid-19, numa altura em que vários patamares de referência estão a ser quebrados. Já foram atingidos os 10 milhões de casos globalmente, o meio milhão de mortes e as Nações Unidas registaram o dia com o maior número de novas infeções recentemente.

No que toca ao índice nacional, a tendência é contrastante, com o PSI-20 a cair 0,36% para os 4.343,35 pontos.

29 de junho de 2020 às 07:52
Petróleo cai quase 2% perante novos casos de covid-19

O petróleo segue com quebras de quase 2% reforçando a tendência negativa que se verificou na semana passada. A abalar as cotações do ouro negro estão os números da covid-19, que evidenciam que a pandemia ainda tem espaço para pressionar a procura pela matéria-prima.

O barril de Brent, que serve de referência à Europa e é negociado em Londres, está a cair 1,90% para os 40,24 dólares, numa tendência equivalente à do par West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque.

Estas quebras seguem-se à registada no acumulado da semana passada, que se tornou a segunda semana com saldo negativo desde abril.

A afastar os investidores do petróleo estão números preocupantes da pandemia: já foram atingidos os 10 milhões de casos globalmente, o meio milhão de mortes e as Nações Unidas deram conta do dia com maior número de novos casos, recentemente.

29 de junho de 2020 às 07:25
Novos casos de covid-19 sobrepõem-se à força da economia chinesa e bolsas deslizam

As bolsas asiáticas fecharam no vermelho e esta é a cor com que já se pintam os futuros dos títulos norte-americanos. A nova onda de casos de covid-19, que já passam os 10 milhões a nível global, está a ofuscar alguns sinais positivos dados pela economia chinesa.

O japonês Topix, o Hang Seng de Hong Kong e o sul coreano Kospi recuaram todos desde1,5%, enquanto o australiano S&P/ASX 200 caiu mesmo 2%.

Já o chinês Compósito de Xangai apresentou perdas mais modestas, de 0,7%, depois de o setor industrial deste país ter mostrado o primeiro aumento nos respetivos lucros desde o passado mês de novembro.  Paralelamente, o Banco Popular da China anunciou que vai implementar novas medidas monetárias para se certificar que a liquidez chega à economia real.

Um sinal positivo que não é suficiente para animar as perspetivas para as bolsas ocidentais, com os futuros do norte-americano S&P500 a cederem 0,1%. A deixar os investidores retraídos está o aumento no número de casos de covid-19, que está a conter estados como o Texas, Arizona e Florida.

"A recuperação vai ser muito mais lenta e muito mais desigual do que a maior parte das pessoas crê", declarou o CEO da PGIM, David Hunt, à Bloomberg. "Os mercados estão a cotar para uma recuperação em V muito mais acentuada, a qual nós não consideramos provável".   




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