Empresas Gazela 2019 Empresas gazela batem recorde em 2018

Empresas gazela batem recorde em 2018

Região Centro registou um aumento de 16% destas organizações.
Empresas gazela batem recorde em 2018

Pelo sétimo ano consecutivo, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) apurou as empresas gazela existentes na Região Centro. Este ano, e em termos comparativos, o número de empresas gazela identificadas aumentou face ao ano de 2017, passando de 82 para 95 empresas. Desde que a CCDRC efetua este apuramento, este é o ano com mais empresas que cumprem os critérios para se considerarem "empresas gazela".

As empresas gazela são, segundo o conceito internacional, jovens e inovadoras, posicionando-se de forma diferenciadora nos mercados. São competitivas, atingem de forma acelerada o sucesso e contribuem fortemente para a criação de emprego e riqueza na região onde estão inseridas. São empresas com ritmos de crescimento muito elevados – acima de 20% ao ano –, mesmo num contexto económico adverso.


Para a CCDRC, que a partir de uma base de dados identificou as empresas gazela para o ano de 2018, os critérios são: apresentarem crescimentos do volume de negócios superiores a 20% ao ano em 2015, 2016 e 2017; terem sido constituídas a partir de 2009 e possuírem a sede na Região Centro; empregarem pelo menos dez trabalhadores em 2017; e possuírem faturação igual ou superior a 500 mil euros em 2017.


Com os critérios supracitados foram identificadas 95 empresas gazela na Região Centro. Em termos comparativos, o número de empresas gazela identificadas na Região Centro aumentou (16%) face ao ano de 2017, passando de 82 para 95 empresas.



Desde que a CCDRC efetua este apuramento, este é o ano em que mais empresas cumprem os critérios para se considerarem empresas gazela. Quanto aos municípios onde estas empresas têm a sua sede, verifica-se que foi em 2016 que ocorreu o maior número de municípios com empresas gazela.


Em 2018, as empresas gazela estão também bastante disseminadas pelo território, repartindo-se por 41 municípios da Região Centro.


Os concelhos de Coimbra e Leiria são os que têm um maior número, com oito empresas gazela cada, seguidos pelo município de Aveiro (sete), Torres Vedras e Viseu (com cinco, cada).


Com três empresas gazela, encontram-se sete municípios: Alcobaça, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Caldas da Rainha, Estarreja, Ílhavo e Mangualde. Em termos sub-regionais, destacam-se os territórios correspondentes às NUTS III do Oeste (24), da região de Coimbra (18), região de Aveiro (18) e região de Leiria (13). Constata-se, adicionalmente, que as empresas gazela apresentam uma distribuição geográfica próxima da do tecido empresarial regional.


Sobre o ano de constituição da empresa, verifica-se que cerca de 55% das empresas gazela apuradas foram constituídas nos anos de 2013 (31%) e 2014 (24%). Em 2010, ocorreu o menor número de constituições de empresas gazela, com apenas oito empresas (8% do total). As empresas gazela 2018 foram constituídas, na sua quase totalidade (92%), sob a forma jurídica de sociedade por quotas.


Esta análise revela que as pequenas empresas (73%) e as microempresas (17%) representam 90% do total das gazelas de 2018. Face aos anteriores apuramentos, realizados por esta CCDRC, 27 empresas acumularam a distinção em 2017 e 2018.

Quatro destas empresas (Binary Subject, S.A.; Cave Lusa, Unipessoal Lda.; Construções Francisco & Marco, Lda. e Tribosaicos – Unipessoal, Lda.) já acumulam esta distinção há três anos consecutivos, destacando-se a empresa Tribosaicos – Unipessoal, Lda. por ser gazela pelo quarto ano consecutivo (desde 2015).

 

Criação de riqueza e de emprego

Uma análise temporal mostra que as empresas gazela registaram um crescimento elevado no volume de negócios e no emprego. Entre 2014 e 2017 o volume de negócios cresceu 388%, comprovando que mesmo em anos de maiores constrangimentos as empresas gazela da Região Centro conseguem continuar a expandir as suas atividades. A evolução no volume de negócios ao longo deste período de tempo (2014-2017) foi positiva. Em 2014 estas empresas faturaram 66 milhões de euros em 2014 e 324 milhões de euros em 2017.


Considerando os valores máximos, mínimos e médios de volume de negócios, nos anos de 2014 a 2017, destaca-se o aumento do valor médio, situando-se em 2017 em 3,4 milhões de euros. Paralelamente, salienta-se o aumento da amplitude entre os valores máximos e mínimos do volume de negócios, reflexo da heterogeneidade destas empresas e dos seus desempenhos económicos.





Estas empresas são igualmente geradoras de um número significativo de postos de trabalho. Entre 2014 e 2017 triplicaram a quantidade de pessoas ao serviço destas entidades, passando de um volume de emprego de 967 trabalhadores para 3.063.


Num curto período de tempo, entre 2016 e 2017, estas empresas evidenciaram um crescimento de 57% do seu volume de negócios e de 36% nos postos de trabalho.

O crescimento médio anual entre 2014 e 2017, no volume de negócios, foi de 70%, variando entre 39% nas pequenas e 90% nas médias empresas. No emprego, o crescimento médio anual foi mais reduzido (47%), destacando-se as empresas de dimensão média, com 79%.




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