Formação de Executivos 2019 Empresas vão contratar este ano

Empresas vão contratar este ano

Só 9% das empresas dizem não ter problemas com a gestão de talento, uma grande parte está a deixar projetos a meio por não encontrar os perfis que procura.
Empresas vão contratar este ano

Ao longo deste ano, 82% das empresas pretendem reforçar os seus quadros com novos colaboradores, uma tendência que será mais vincada nas regiões Centro e Sul do país. Os números constam da última edição do Guia do Mercado Laboral da Hays, no qual os empregadores reconheceram que entre as principais dificuldades no mercado de trabalho atual estão a falta de profissionais qualificados (53%) e a inadequação entre a oferta de profissionais e as vagas disponíveis (49%).

A maioria dos inquiridos admite já ter contratado perfis pouco adequados e dois quintos acabaram mesmo por deixar a meio processos de recrutamento, para optar por recursos internos. Só 9% dos responsáveis ouvidos nesta pesquisa dizem não ter problemas com a gestão de talento. O 22º CEO Survey Global da PwC também alinha as mesmas conclusões, revelando que os CEO portugueses estão otimistas quanto ao crescimento da economia global "mantendo-se a preocupação com as dificuldades em encontrar talento e com a disponibilidade de competências essenciais para os seus negócios", como sublinha Catarina João Morgado, head of PwC's Academy.

 

Oferta tem de se ajustar

 

A escassez de recursos em algumas áreas é já assumidamente um problema, que não se deve apenas ao momento de crescimento da economia e ao consequente crescimento do emprego. Os empresários acreditam que a oferta formativa também tem de se ajustar mais às necessidades. 62% dos inquiridos pela Hays na última edição do Guia do Mercado Laboral indicaram que as instituições de ensino ainda não estão a preparar os profissionais adequadamente para as necessidades do mercado, embora vários atores neste mercado – que não as próprias universidades – reconheçam progressos significativos nos últimos anos. "Não posso deixar de congratular as universidades e escolas de negócios portuguesas pelo caminho que têm feito e pelo contributo essencial para o desenvolvimento dos nossos executivos", sublinha Catarina Morgado.

"Claro que a rapidez com que o mundo evolui está a trazer enormes desafios que passam pela capacitação de professores, flexibilidade dos currículos, bem como pela capacidade de colaboração entre entidades e empresas", reconhece a responsável, mas sublinhando "a enorme evolução nos últimos anos".

 

Os perfis mais difíceis de encontrar

 

Ainda assim a falta de recursos qualificados em diferentes domínios é um problema diagnosticado. Os perfis comerciais, de tecnologias da informação e de engenharia continuam no topo da lista dos mais difíceis de encontrar e por isso lideram as prioridades de recrutamento dos empregadores em 2019, segundo a Hays, que recolheu as opiniões de mais de 600 empregadores locais. Os perfis administrativos e de suporte, bem como os perfis de marketing e comunicação, também estão no top 5 das intenções de recrutamento.

Fazendo um apanhado das posições mais procuradas nos vários setores, destaca-se a procura de profissionais de marketing digital, contabilidade, controllers de gestão, profissionais na área da logística, programadores nos mais diversos domínios, project managers (nas TI, construção e imobiliário) ou gestores para a área do comércio eletrónico, entre muitos outros.

Por setores, a logística, as TI, a indústria do turismo e lazer, os serviços empresariais e a distribuição são os que estão a recrutar uma variedade mais abrangente de perfis profissionais. Esta é uma informação que vale a pena reter, tanto por quem está a planear investir em formação para mudar de área profissional, como por quem pretende manter-se na área em que já está, mas quer apurar oportunidades de progressão ou perceber se o mercado neste momento valoriza mais ou menos determinado tipo de competências.  

Os mesmos dados mostram ainda que os conhecimentos de inglês são fundamentais em 93% das empresas. O castelhano é a segunda língua mais valorizada.


Empresas querem apostar em força no redesenho de funções

Os próximos anos serão de grandes transformações no mercado de trabalho. O estudo Global Talent Trends 2019 da consultora Mercer indica que quase três quartos (73%) dos gestores preveem uma transformação significativa nos próximos três anos, três vezes mais do que no ano anterior. A automatização de processos é um dos grandes impulsos da tão falada transformação digital e 60% das empresas planeiam continuar a fazê-la ao longo de 2019, segundo os mesmos dados.
O redesenho de funções é encarado pelos 7.300 executivos que responderam à pesquisa da Mercer como a área de investimento em talento com maior potencial de retorno, o que acaba por dar sinais do valor crescente da aposta na formação em domínios que ajudem a lidar com a nova complexidade dos ambientes empresariais.
No entanto, os números também mostram que as empresas são ainda pouco dinâmicas no financiamento da formação dos seus colaboradores. Um outro estudo da Mercer (Total Compensation 2018) revelava que só em 34% das empresas as despesas associadas à educação dos colaboradores eram comparticipadas. Em média, 68% do custo total.




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