Frotas Ecológicas 2019 Setor da gestão de frotas está em crescimento

Setor da gestão de frotas está em crescimento

Instabilidade afeta vendas globais de automóveis, mas as perspetivas apontam para uma manutenção da tendência de crescimento.
Setor da gestão de frotas está em crescimento

O setor da gestão de frotas em Portugal encontra-se bem. É um mercado ativo. Tem havido algumas oscilações, é certo. No entanto, há crescimento e as perspetivas futuras são boas. A Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting (ALF), pela voz de Manuel de Sousa, membro da direção, explica que as estimativas da frota ativa - divulgadas recentemente pela própria ALF - mostram que "as empresas de Renting registaram níveis de desenvolvimento positivos no primeiro trimestre de 2019". "Com um aumento de 17,1 por cento, o valor contabilístico da frota situou-se nos 1,9 mil milhões de euros, o que equivale a um total de 113.469 viaturas, mais 6,5 por cento face ao período homólogo", especifica Manuel de Sousa.

 

As estimativas - prossegue o responsável da ALF- revelam ainda que a produção terá crescido 2,2 por cento, fixando-se em mais de 146,4 milhões de euros, sendo que 123,9 milhões de euros correspondem a viaturas de passageiros e 22,5 milhões a viaturas comerciais. Em termos absolutos, estes valores correspondem a "um total de 6.987 de veículos ligeiros de passageiros e comerciais adquiridos no primeiro trimestre de 2019, verificando-se aqui uma descida de 1,7 por cento relativamente ao mesmo período do ano anterior". Manuel de Sousa conta que esta diminuição do número de viaturas adquiridas deve-se a "alguma instabilidade que o WLTP veio trazer e que fez regredir as vendas globais de automóveis novos para níveis de 2016".

 

Não obstante, os números revelam na sua globalidade que "o setor da gestão de frotas se encontra em crescimento, sendo que as perspetivas apontam para uma manutenção desta tendência, pois as empresas estão a apostar cada vez mais no Renting".

 

Mais frotas amigas do planeta

 

A consciência ecológica aumenta em Portugal de dia para dia. E neste dinâmico setor da gestão de frotas o cenário não é diferente, como o revela o facto de empresas, organizações, autarquias e Estado estarem a adquirir cada vez mais veículos elétricos e híbridos, seguindo a tendência da sustentabilidade.

 

"Claramente. O setor das frotas tem sido o maior impulsionador da introdução destes novos veículos e tecnologia no mercado." É desta forma que o diretor comercial da ALD Automotive, Nuno Jacinto, responde à questão de uma crescente aposta em carros elétricos ou híbridos. "A possibilidade de experienciar um veículo elétrico ou hibrido, sem risco para o cliente, ficando essa responsabilidade do lado da gestora de frota, funciona sem dúvida como uma alavanca fortíssima para essa inclusão", acrescenta, antes de perspetivar um ano de 2019 repleto de oportunidades para este setor, face à "consciência ambiental e de bem-estar, cada vez mais percecionadas pela população europeia", o que coloca a questão ambiental "no centro da atualidade". "A tendência crescente de questões por parte do mercado e dos clientes, sobre as novas motorizações e alternativas existentes, faz com que seja claramente um ano de potencial crescimento de frotas mais equilibradas, de energias mistas e mais responsáveis".

 

Ricardo Oliveira, diretor de Comunicação e Imagem da Renault, diz que a procura por motores 100% elétricos está a aumentar no mercado e de uma forma bastante rápida, o que "coloca Portugal no top 5 dos países europeus onde o peso dos automóveis elétricos no total deste mercado é mais elevado". O responsável vaticina, inclusive, que "a tendência se irá manter".

 

Reduzir a pegada ambiental e os custos

 

Ao adquirir carros ecológicos, organizações públicas e privadas estão a olhar para o futuro. Desta forma conseguem "reduzir a sua pegada ambiental", mostrando a sua responsabilidade e fazendo também a sua parte para "a preservação do meio ambiente, liderando ao nível das boas práticas". Mas há outros benefícios: "Paralelamente, a carga fiscal também poderá ser atenuada, nomeadamente no que diz respeito a híbridos e elétricos, em que se verifica um desagravamento ou mesmo eliminação das tributações, assim como a possibilidade de dedução de IVA", recorda Manuel da Sousa, da ALF.

 

Indo além da indiscutível questão ambiental, a principal vantagem de uma organização em ter uma frota ecológica está ligada ao "custo de utilização, que é muito menor no caso, por exemplo, dos automóveis eléctricos". "Aliás, sabemos que é esta vantagem na redução dos custos de utilização (TCO) que tem estado na base do crescimento quase exponencial dos automóveis mais ecológicos - os elétricos - nas frotas de algumas empresas", refere o diretor de Comunicação e Imagem da Renault.




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