MBA 2019 É difícil recrutar talentos

É difícil recrutar talentos

Falta de qualificações preocupa os CEO portugueses.
É difícil recrutar talentos

As empresas procuram, incessantemente, talentos. É nestes que reside o sucesso; são estes que fazem a diferença no mercado. Os recursos humanos das organizações sabem-no como ninguém. As universidades apostam, precisamente, em criar esses talentos. Não obstante, o Global CEO Survey, da PwC, demonstra que apesar de 60% dos CEO portugueses terem o objetivo de aumentar a sua força de trabalho, consideram ser mais difícil recrutar talentos no contexto das suas indústrias (71%). 50% indicam que a falta de qualificações representa mesmo um dos maiores entraves à contratação de novos colaboradores.

 

A edição deste ano do Global CEO Survey revela que 79% dos CEO portugueses estão preocupados com a disponibilidade de competências essenciais, sendo que 52% consideram que isso está a impossibilitar as suas organizações de inovar. 48% indicam que os custos com trabalhadores estão a aumentar e 44% acreditam que não têm capacidade de responder a oportunidades disponíveis no mercado.

 

Este trabalho da PwC, uma das empresas mais reputadas a prestar serviços de qualidade em auditoria, consultoria e fiscalidade, revela que os CEO portugueses estão menos confiantes no crescimento da economia global para o próximo ano, com uma abordagem mais conservadora (de 77% para 55%). Seguindo igualmente as tendências globais, os CEO portugueses estão menos confiantes em relação ao crescimento de receita de suas empresas a longo prazo (três anos), porém, estão mais confiantes no seu crescimento de receita no curto prazo, ou seja, nos próximos 12 meses (de 83% a 84%).

 

Inteligência artificial

 

Segundo o Global CEO Survey, 89% dos CEO nacionais acreditam que nos próximos cinco anos a Inteligência Artificial (IA) irá alterar os seus modelos de negócio. E que governos e empresas precisam de trabalhar em conjunto para ajudar os seus colaboradores na adaptação ao impacto disruptivo promovido pela tecnologia.

 

Dentro do mesmo tema, a EY desenvolveu o estudo "Inteligência Artificial na Europa", o qual mostra que as empresas portuguesas estão abaixo da média europeia no que diz respeito à aplicação da IA na sua atividade. O estudo revela que 45% das empresas nacionais ainda não iniciaram qualquer piloto de IA, por comparação à média europeia, de 29%. Não obstante, 82% das empresas nacionais têm programada a entrada em fase piloto ou o lançamento de iniciativas de IA.

 

A Microsoft Portugal apresentou o estudo "Inteligência Artificial na Europa". Paula Panarra, general manager da Microsoft Portugal, afirma que a IA veio para ficar e é foco para a Microsoft há já vários anos. "É inspirador ver como pode ajudar em diagnósticos médicos, como serve de acelerador de inovação nas organizações e como ajuda a transformar a administração pública ou os serviços a clientes e cidadãos. Com este estudo percebe-se que as organizações priorizam a compreensão da IA e antecipam um elevado impacto nos negócios. Embora a maioria das organizações esteja na fase de implementação de projetos-piloto, o impacto esperado é elevado quer no core do negócio, quer em novos produtos que surjam como resultado da aplicação de soluções de IA."




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