Mobilidade Elétrica 2019  Um papel fundamental

Um papel fundamental

Elétricos vão ser muito importantes no futuro da mobilidade e das cidades inteligentes
Um papel fundamental

A mobilidade inteligente e as cidades inteligentes existem por todo o mundo, mas repletas de disparidades. Variam de país para país e de cidade para cidade. Em 2016, a consultora Juniper elegeu Singapura como a cidade mais inteligente do mundo. No seu ranking, seguiam-se Barcelona, Londres, São Francisco e Oslo. No ano passado, Nova Iorque foi eleita a cidade mais inteligente do mundo, estando Londres e Paris imediatamente a seguir, segundo o IESE Cities in Motion Index. Os rankings variam consoante os anos e as empresas ou institutos responsáveis por estes estudos.

 

Explique-se que para uma cidade ser inteligente é preciso ter coesão social, preocupações ambientais, planeamento urbano, alcance internacional, tecnologia, capital humano, economia, mobilidade e transportes que facilitem a locomoção e o acesso a serviços públicos.

 

Então, que papel vai desempenhar o carro elétrico no futuro da mobilidade e das cidades inteligentes? O carro elétrico e os veículos elétricos em geral desempenharão "um papel fundamental" nas cidades inteligentes num futuro cada vez mais próximo. Futuramente, a mobilidade dos humanos será "elétrica, conectada, partilhada e autónoma", assegura Henrique Sánchez, presidente do conselho diretivo da UVE – Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos.

 

O responsável da UVE explica porquê. Elétrica por causa dos motores mais eficientes, com melhores prestações, mais económicos e com custos de utilização e manutenção muito reduzidos. Conectada porque no futuro os veículos elétricos (VE) vão interagir com os outros VE, com a sinalização, com os peões e com a infraestrutura das próprias cidades, o que hoje se designa pela Internet das Coisas. Partilhada porque a eletrificação só por si não resolve o congestionamento das cidades, da ocupação do espaço público, um bem cada vez mais escasso em cidades superpovoadas. Por isso, é necessário o uso partilhado, ou em "pool" do automóvel, em conjunto com a intensificação do uso dos transportes coletivos. Note-se que entre 92% e 95% do tempo, o automóvel ligeiro individual está parado. Autónoma porque os VE já estão preparados para auxiliarem o condutor no controlo do veículo, anteciparem situações de risco com tempos de reação inferiores aos de um humano, podendo vir, seguramente a assumir o controlo total da viatura, reduzindo fortemente a sinistralidade rodoviária.

 

Atualmente circulam pelas estradas veículos elétricos "com auxílio à condução de nível 1 e 2, estando para breve a generalização do nível 3". "A condução autónoma total com o controlo total da viatura, sem nenhum tipo de intervenção humana, já existe em modo experimental e será o nível 5, sem volante e sem pedais."

 

Um novo paradigma energético

 

Pedro Sousa, gestor de produto da Audi, refere que o carro elétrico terá um papel muito importante não só na mobilidade, associado à condução autónoma, como também na gestão da rede elétrica. Estando parados a maior parte do dia, "podem servir como instrumentos de armazenamento de energia flexíveis no contexto da disponibilidade variável da energia solar e eólica". A marca está envolvida na criação do "mundo energético digital", sendo que o objetivo passa por "conectar os carros elétricos e os edifícios de forma inteligente, com integração na rede elétrica de modo eficiente e sustentável".

 

Quanto a Nuno Domingues, diretor da Lexus Portugal, também concorda que o automóvel elétrico irá ter um papel importante no futuro da mobilidade. Não obstante, há que garantir que "a forma como é gerada a eletricidade não impacta negativamente junto da sociedade, o que implicará uma maior aposta em fontes renováveis". Este processo irá tomar tempo, pois trata-se de "alterar todo um paradigma energético". Posto isto, a questão que se coloca não é tanto o "se", mas mais o "quando".




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