O efeito do Brexit na finança

Paulo Costa Martins, sócio da Cuatrecasas, considera que uma das tendências, o Brexit, vai colocar novos desafio à regulação.
O efeito do Brexit na finança
goncalophoto
Filipe S. Fernandes 17 de outubro de 2019 às 14:45

Digitalização
O fenómeno da digitalização na sociedade atual irá continuar a alterar o comportamento do consumidor bancário com impacto na forma como os bancos exercem a sua atividade, nomeadamente com o crescente uso da tecnologia e o encerramento das redes de balcões.

Novos players
A entrada de novos players no mercado, como as fintech, criará no mercado uma divisão mais acentuada entre os bancos que optem por internalizar as novas tecnologias através da aquisição ou do desenvolvimento interno de fintech e os bancos que se mantêm no modelo tradicional.

Efeito do Brexit
Os efeitos do Brexit, a concretizar-se, far-se-ão sentir com a relocalização de entidades bancárias colocando novas questões aos reguladores, nomeadamente as relacionadas com a substância mínima necessária para que uma entidade bancária possa exercer a atividade num determinado Estado-membro mantendo parte da sua operação original em Londres.

Mais regulação
O incremento da regulação no setor financeiro e, em particular, o aumento exponencial dos requisitos de capital dos bancos está a resultar numa transformação do modelo de negócio dos bancos comerciais, transformando-os em meras plataformas de distribuição de produtos de terceiros.

Não harmonização do crédito
Apesar de tudo, a dificuldade com que entidades de crédito estrangeiras totalmente digitais irão ter na penetração do mercado português, em virtude da não harmonização legal da atividade de crédito ao nível da União Europeia, por exemplo, a impossibilidade de uma entidade sem estabelecimento em Portugal ter acesso à CRC (Central de Responsabilidades de Crédito) para efeitos de credit scoring.





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