Alexandre Real
Alexandre Real 05 de novembro de 2019 às 09:30

Menos rankings e melhores cidadãos

O que desejaria é que estivéssemos todos comprometidos no fomento de melhores cidadãos, e não continuarmos a “patrocinar” rankings que são indutores de uma sociedade ilusória. São os melhores cidadãos que vão criar uma melhor sociedade futura.

O ensino hoje vive numa competição constante, todos os anos assistimos à divulgação de inúmeros rankings que vão desde o ensino básico ao ensino superior. Acompanhando este contexto pais, professores, comunicação social, entre outros, dedicam o seu tempo da antena para analisarem os resultados destes mesmos rankings. Depois da divulgação ainda somos bombardeados com uma quantidade enorme de comentários aos mesmos rankings.

 

Por mais sexy e importante que possam parecer estes rankings, os mesmos negam a condição mais importante de todas, que é o ser humano enquanto ser único e incomparável e que não poderá ser catalogado por um ranking. A falácia de recrutar pessoas das escolas com melhor reputação e pontuação, é que estamos potencialmente a selecionar os melhores alunos, mas este pensamento encobre algo muito importante que é a incompetência de se recrutarem as pessoas certas para os cargos certos.

 

Mas o que são os bons alunos? São os que tem melhores notas?

 

As unidades matemáticas de comparação são enganadoras e não ajudam ao desenvolvimento de uma sociedade melhor, são apenas a maneira mais ligeira de organizar uma sociedade em que o quantitativo se sobrepõe ao qualitativo.

 

É esta sociedade produzida por rankings que fomentou os maiores escândalos financeiros, políticos e éticos.

 

Por todas estas questões o que desejaria é que estivéssemos todos comprometidos no fomento de melhores cidadãos, e não continuarmos a "patrocinar" rankings que são indutores de uma sociedade ilusória. São os melhores cidadãos que vão criar uma melhor sociedade futura.

 

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