Pedro Fontes Falcão
Pedro Fontes Falcão 30 de julho de 2019 às 18:41

Portugal e as relações

Uma das características do nosso povo é que os portugueses têm uma capacidade de relacionamento muito forte com outros povos. Há vários séculos que temos provas disso. Ora isso pode ser aproveitado não só a nível político mas também a nível empresarial.

Para além do referido há 2 semanas, no passado Congresso da Ordem dos Economistas "Portugal 2030 - Visões e Decisões", abordei um tema que, na minha opinião, Portugal pode aproveitar melhor.

 

Uma das características do nosso povo é que os portugueses têm uma capacidade de relacionamento muito forte com outros povos. Há vários séculos que temos provas disso. Ora isso pode ser aproveitado não só a nível político mas também a nível empresarial, pois, em muitas situações, o mundo funciona cada vez mais em rede, pelo que a presença nessa rede ou o apoio a quem queira estar nela é benéfico para o país que o faça.

 

A nível político e empresarial deveremos tentar alavancar mais a criação e dinamização das relações com outros países para tentar daí obter mais benefícios. Primeiro, e obviamente, no seio da União Europeia, desenvolver mais o que já tem sido feito. Segundo, tendo em conta, por um lado, que os EUA (e a Inglaterra) caminham para políticas mais baseadas no bilaterismo e não na presença em fóruns multilaterais, mas, por outro lado, que estão a surgir novas relações multilaterais, como é o caso do Mercosul e também do mercado livre de África, Portugal pode posicionar-se como "ponte" entre países da União Europeia (e outros) e esses "novos" mercados, procurando dar apoio a organizações que queiram dinamizar as suas relações com esses países, seja a nível político e/ou empresarial.

 

A nível especificamente empresarial, também é importante para as organizações portuguesas tentarem envolver-se em cadeias de valor global, que se aproximam do consumidor, como os casos da Autoeuropa (o nosso caso "clássico") ou da Critical Software que vende produtos "via" BMW. Essa presença pode ser mais dinamizada aproveitando as nossas competências de relacionamento fácil, mas tendo obviamente de ser também assegurada a qualidade real (e percecionada) dos nossos produtos e serviços.

 

Creio que estamos no caminho certo, só falta acelerar nesse sentido…

 

Gestor e Docente Universitário

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