Ulisses Pereira
Ulisses Pereira 19 de março de 2018 às 11:32

Lutando contra a resistência

Continuo com o fato de touro que trago há um ano, mas a festa só continuará quando a resistência dos 5.500 pontos for quebrada.
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Nas últimas semanas da bolsa portuguesa, ursos e touros têm trocado argumentos sobre quem está a dominar o mercado mas, na prática, têm sido semanas muito monótonas na bolsa portuguesa. Ocasionalmente, uma ou outra acção tem um movimento forte mas, em geral, as sessões no mercado accionista nacional têm sido monótonas, desinteressantes e sem que nenhuma das partes possa clamar vitória.

Mas, por mais aborrecido que este momento do mercado esteja a ser, nele está a jogar-se o futuro dos próximos tempos na bolsa portuguesa. Os touros sabem que, apesar de continuarem a dominar no médio e longo prazo, precisam de quebrar de novo a resistência dos 5.500 pontos do PSI para voltarem a assumir o comando também no curto prazo e colocarem um ponto final neste renascimento dos ursos. Se dúvidas existissem quanto à importância daquela resistência, as últimas semanas dissiparam-nas pois o PSI tem perdido força sempre que se aproxima dessa zona decisiva para a bolsa portuguesa.

Alguns leitores têm-me perguntado se o meu discurso mais moderado nas últimas semanas significa que deixei de estar optimista em relação à bolsa portuguesa. Continuo com o fato de touro que trago vestido há cerca de um ano mas, em termos de curto prazo, a festa só continuará quando a resistência dos 5.500 pontos for ultrapassada. Apenas despirei o fato de touro (que simboliza o longo prazo) em caso de quebra da zona de suporte entre os 5.000 e os 5.500 pontos.

Uma última referência aos últimos episódios da novela Montepio. A notícia do crédito fiscal que originou que a mutualista Montepio tenha tido centenas de milhões de euros de lucro bem como as notícias que apontam como fechado o negócio que fará com que a Santa Casa e outras IPSS fiquem com 2% do Montepio por 50 milhões de euros é algo que só escandaliza quem não conhece Portugal. E é a constatação que crescimento económico continua a não ser sinónimo de crescimento civilizacional.



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