Ulisses Pereira
Ulisses Pereira 06 de maio de 2019 às 11:32

O primeiro sinal do BCP

Falta o grande sinal que soltará as amarras e que libertará o BCP para poder subir sem medo. Mas não sem memória.
O ano de 2018 foi um mau ano em Bolsa para o BCP, desiludindo muitos investidores. Os primeiros 4 meses deste ano têm mostrado uma ação com um comportamento diferente, travando as quedas do ano passado e tentando inverter a tendência descendente em que se encontrava.

O BCP é, provavelmente, a ação em Portugal que mais reações de amor e ódio gera. Não é de estranhar se pensarmos que, ajustados todos os aumentos de capital e "stock split", a ação caiu cerca de 99% desde o seu máximo histórico. É natural que os sentimentos de muitos milhares de acionistas estejam à flor da pele quando se fala de BCP.

Mas, na verdade, estes primeiros 4 meses de 2019 até foram calmos, marcados por alguma recuperação do BCP mas, sobretudo, por alguma consolidação. A ação deu o primeiro sinal de força dos últimos 16 meses, ao quebrar a resistência dos 0,247 euros. É verdade que era uma resistência ténue, mas não deixa de ser o primeiro sinal de força da ação desde 2017.

O grande sinal de força acontecerá caso a ação quebre a resistência entre os 0,256 e os 0,257. Essa é, para mim, a fronteira entre o "Bear" e o "Bull Market". Faz sentido que os "traders" mais agressivos possam ter entrado na ruptura da resistência dos 0,247 mas para um investidor de médio/longo prazo, é a ruptura dos 0,257 que dará o verdadeiro tiro de partida para o "Bull Market".

O primeiro sinal está dado. Mas falta o grande sinal que soltará as amarras e que libertará o BCP para poder subir sem medo. Mas não sem memória. Porque ninguém consegue esquecer o que ficou para trás no BCP.




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