Trading IMF – Cad pressionado por previsões do Banco do Canadá

IMF – Cad pressionado por previsões do Banco do Canadá

Eur/Cad avançou para máximos de seis semanas acima dos $1.52; Eur/Usd alcança mínimos de junho de 2017 após comentários de Draghi; Crude robusto face ao corte nas perspetivas de crescimento económico; Ouro recupera de mínimos de mais de cinco semanas.
IMF – Cad pressionado por previsões do Banco do Canadá

Eur/Cad avançou para máximos de seis semanas acima dos $1.52

O Eur/Cad atingiu na passada quarta-feira máximos de seis semanas nos C$1.5222, após o Banco do Canadá ter anunciado que espera que a economia do país registe um crescimento mais fraco no primeiro semestre deste ano do que o estimado em janeiro. A instituição manteve a taxa de juro de referência inalterada nos 1.75% como previsto, tendo indicado que há uma "incerteza crescente" relativamente ao timing de futuras subidas de taxas. Entretanto, o câmbio corrigiu em baixa da valorização ocorrida no dia 6 de março

A nível técnico, o par quebrou em alta a média móvel de 200 períodos, no gráfico diário, tendo, contudo, falhado o teste à resistência dos $1.5220. O MACD dá um sinal aberto de compra, pelo que poderemos presenciar novo teste à barreira mencionada. Caso seja derrubada, poderá ocorrer um rally até perto da barreira dos $1.23.

Eur/Usd alcança mínimos de junho de 2017 após comentários de Draghi.

A última semana foi marcada pela divulgação das minutas do BCE e pelos comentários dovish de Draghi que levaram o Eur/Usd a testar valores não vistos desde junho de 2017. As minutas do BCE revelaram que a subida de taxas de juro poderá ser adiada pelo menos até ao final de 2019. Adicionalmente, Draghi trouxe algumas informações um pouco mais pessimistas, alertando que o crescimento no curto-prazo é pior do que se previa, tendo revisto em baixa o crescimento e a inflação na Zona Euro para 2019 e 2020. Nos EUA, o relatório do emprego foi divulgado e demonstrou que a criação de emprego foi bastante abaixo do esperado, aumentando os receios sobre o abrandamento da economia norte-americana, o que impulsionou ligeiramente o Eur/Usd.

Tecnicamente, o par quebrou o suporte dos $1.1260 e acabou por testar o limite inferior do canal descendente – mínimos de junho de 2017. Espera-se que o Eur/Usd ressalte em alta dos atuais valores, à medida que negoceia oversold, libertando assim alguma pressão bearish e recuperando para níveis mais próximos dos $1.1250.


Crude robusto face ao corte nas perspetivas de crescimento económico

Os preços do petróleo seguem a consolidar entre os $55-$58. Apesar da matéria-prima ter vindo a ser pressionada pelos constantes sinais de abrandamento da economia mundial, pelo aumento dos inventários e pelas perspetivas de produção de dois dos maiores produtores americanos, os cortes por parte da OPEP e as sanções ao Irão e à Venezuela têm vindo a oferecer algum suporte. Após a OCDE ter revisto em baixa as perspetivas de crescimento económico mundial, esta semana foi a vez do BCE fazer o mesmo para a Zona Euro.

Tecnicamente, a atual consolidação poderá ser um sinal positivo para a matéria-prima. O crude poderá estar a libertar alguma pressão bullish, devendo ganhar mais terreno nos próximos períodos e podendo testar os $59.50 em breve.

Ouro recupera de mínimos de mais de cinco semanas

O ouro recuperou de mínimos de mais de cinco semanas, atingidos no início do mês de março, perto dos $1280. A commodity quebrou de forma muito ligeira a barreira psicológica dos $1300, após serem divulgados os dados do relatório do emprego, nomeadamente os non-farm payrolls, que saíram bem abaixo do previsto. Tal facto pressionou o dólar e o sentimento de risco, tendo também tornado mais evidente uma perspetiva menos positiva para a economia mundial.

A nível técnico, o ouro quebrou a média móvel de 50 períodos em baixa, assim como o suporte dos $1300. O MACD dá um sinal aberto de venda, pelo que será expectável que a cotação do metal precioso venha a testar o suporte dos $1275. Contudo, as médias móveis parecem estar a aproximarem-se de forma ligeira no MACD, pelo que há que ter em conta uma possível inversão de tendência no curto prazo.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.

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