Trading IMF – Fortes dados da China pressionaram o Eur/Cny

IMF – Fortes dados da China pressionaram o Eur/Cny

Eur/Cny deverá voltar a testar os 7.50 yuans; Eur/Usd pressionado pelos maus dados na Zona Euro; Crude em alta, continua a testar limite superior do canal; Ouro pressionado pelo aumento do apetite pelo risco.
IMF – Fortes dados da China pressionaram o Eur/Cny

Eur/Cny deverá voltar a testar os 7.50 yuans

O mercado de obrigações da China sofreu um sell-off no início da semana, com uma série de indicadores económicos inesperadamente fortes a levar o mercado a perguntar se a última ronda de flexibilização poderá estar a chegar a um fim. Os dados do crédito em março, o PIB no primeiro semestre acima do esperado (6.4% vs 6.3% y/y), a produção industrial que bateu as expectativas (8.5% vs 5.9% y/y mar) e as vendas a retalho que ficaram acima do esperado (8.7% vs 8,4% y/y mar), contribuíram para que as obrigações a 10 anos recuassem para mínimos de novembro de 2018. O Eur/Cny já recuou mais de 4% este ano.

Tecnicamente, o par mantém a perspetiva bearish, mas encontrou algum suporte em torno dos 7.5 yuans. No entanto, o Eur/Cny deverá voltar a testar esta zona, suportada pela formação de triângulo descendente, que aumenta a probabilidade de uma quebra deste nível no curto-prazo. O suporte técnico mais próximo em caso de quebra fixa-se nos 7.4 yuans.

Eur/Usd pressionado pelos maus dados na Zona Euro

O Eur/Usd afastou em baixa os $1.13 no final da última semana, encurtada pelo feriado de sexta-feira, pressionado por alguns dados macroeconómicos na Zona Euro e nos EUA. O PMI industrial na Alemanha contribuiu inicialmente para este recuo, tendo feito o par recuar dos $1.13 para os $1.1270. Posteriormente, foram anunciados os PMIs da Zona Euro, que saíram todos abaixo do esperado, intensificando o pessimismo sobre a economia do bloco e levando o Eur/Usd a alcançar níveis em torno dos $.1240. Por outro lado, nos EUA as vendas a retalho acabaram por serem mais otimistas do que se previa e o par acabou por renovar mínimos de uma semana tendo atingido níveis próximos a $1.1230.

Tecnicamente, o Eur/Usd não teve ímpeto suficiente para afastar os $1.13 em alta, apesar de ter alcançado máximos de mais de três semanas. O par acabou mesmo por recuar, encontrando suporte na zona dos $1.1240. Caso rompa este nível em baixa, valores em torno dos $1.1180-$1.1200 poderão vir a ser testados. No entanto, a possibilidade de um ressalto mantém-se, podendo levar o par a negociar em torno dos $1.13 novamente.

Crude em alta, continua a testar limite superior do canal

Os preços do petróleo foram pressionados a meio da última semana pela perspetiva da Rússia e da OPEP poderem vir a aumentar a produção. O aumento da produção de petróleo xisto nos EUA, com a EIA a estimar um aumento de 80,000 bpd, para um máximo histórico de 8,46 milhões bdp, também pesou sobre o ouro negro. Por outro lado, os preços de petróleo também foram suportados pela queda dos inventários para 3.1 milhões de barris na última semana, contrariando a expectativa de uma subida de 1.7 milhões. A contrariar os fatores negativos, estiveram os dados macroeconómicos da China.

Tecnicamente, e à semelhança da última semana a matéria prima continua a encontrar resistência ao testar o limite superior do canal ascendente – 38,2% de retração de fibonacci, enquanto continua a negociar em overbought. O MACD continua a fornecer um sinal de compra, mantendo assim o ouro negro uma perspetiva bullish. No entanto, parece ser cada vez mais provável que corrija em baixa antes de voltar a subir.

Ouro pressionado pelo aumento do apetite pelo risco

Na última semana, o aumento do apetite pelo risco do mercado, após os fortes dados económicos da China, levou o ouro a recuar grande parte desse período. Apesar de terem oferecido algum suporte, os fracos PMIs na Zona Euro acabaram por ser "abafados" pela subida do dólar e dos dados robustos nas vendas a retalho dos EUA.

A nível técnico, o ouro intensificou a perspetiva bearish. Contudo, negoceia em oversold e aparenta ter encontrado algum suporte na zona dos $1275. Insere-se a possibilidade uma correção em alta, antes de dar continuidade às recentes quedas.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.

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