Trading IMF – Iene em máximos de janeiro face ao euro.

IMF – Iene em máximos de janeiro face ao euro.

Iene sofreu uma valorização acentuada apesar dos dados macroeconómicos fracos no Japão; Eur/Usd impulsionado pela Fed recua após divulgação dos PMIs; Cortes da OPEP e sanções à Venezuela e ao Irão suportam o petróleo; Ouro atingiu máximos de três semanas acima dos $1320.
IMF – Iene em máximos de janeiro face ao euro.

Iene sofreu uma valorização acentuada apesar dos dados macroeconómicos fracos no Japão

O Eur/Jpy registou no final da tarde da passada sexta-feira uma queda para mínimos de meados de janeiro deste ano. A inflação no consumidor no Japão saiu abaixo do previsto em janeiro (0.2% vs 0.3% y/y), após os custos da gasolina terem caído pela primeira vez em mais de dois anos, mantendo o banco sob pressão para manter ou mesmo aumentar os estímulos, de modo a acelerar o crescimento dos preços. Estes dados intensificam os sinais de que as tensões comerciais entre EUA-China e o abrandamento da procura global estão a prejudicar a expansão económica e o sentimento das empresas do Japão.

A nível técnico, o câmbio quebrou o suporte dos 124.25 ienes. O MACD dá um sinal de venda, pelo que poderá ser possível testemunharmos um teste do par ao suporte dos 123.40. Contudo, o RSI de 14 períodos em níveis oversold deverá evitar uma queda mais ampla do Eur/Jpy.

Eur/Usd impulsionado pela Fed recua após divulgação dos PMIs

A Fed manteve as taxas de juro no intervalo entre os 2.25%-2.50%, tal como era esperado. A instituição de a entender que não irá subir mais taxas durante 2019, indicando que terá uma abordagem paciente face a futuros ajustes. Adicionalmente, a Fed irá antecipar o fim da redução da balança para setembro, que antes estava prevista para dezembro. Na Europa, o PMI Compósito (Markit) da Alemanha caiu para 51.5, o valor mais baixo desde junho de 2013. O estudo da Markit aponta para que o setor industrial tenha recuado pelo terceiro mês consecutivo, aumentando os receios de que as disputas comerciais, ainda por resolver, estão a agravar o abrandamento da maior economia da Europa.

Tecnicamente, o Eur/Usd quebrou em alta o limite superior e alcançou máximos de mês e meio. Contudo, mostrou alguma fragilidade, à medida que negociava em overbought e acabou por recuar, testando os $1.1290 – mínimos de uma semana. O par segue com uma perspetiva mais bearish e o próximo suporte no curtíssimo-prazo fixa-se nos $1.1260.


Cortes da OPEP e sanções à Venezuela e ao Irão suportam o petróleo.

Os preços do petróleo voltaram a subir esta semana, suportados pelos cortes da OPEP e da Rússia e pelas sanções à Venezuela e ao Irão. Contudo, sinais de desaceleração da economia mundial continuam a pressionar avanços mais amplos. A produção da OPEP recuou, em fevereiro, para 30,7 milhões bpd, uma queda de 2 milhões bpd face aos máximos de 2018.

Tecnicamente, a matéria-prima ganhou terreno e acabou por renovar máximos de novembro de 2018, estando a testar os $59.50. Não se espera que este nível ofereça grande resistência. No entanto, o crude poderá corrigir em baixa antes de quebrar e afastar os 50% de retração fibonacci.


Ouro atingiu máximos de três semanas acima dos $1320

O ouro viu a sua cotação atingir máximos de três semanas acima dos $1320 na passada quinta-feira, tendo posteriormente recuado de forma ligeira. A commodity beneficiou do facto de a Fed ter indicado que não deverão ocorrer subidas de taxas de juros adicionais ao longo do presente ano.

Tecnicamente, o metal precioso acabou por quebrar em alta a média móvel de 21 períodos, negociando nesta altura dentro dos limites do canal ascendente de curto prazo. O MACD dá um sinal de compra, pelo que o par poderá a vir testar a resistência dos $132. Caso haja uma quebra efetiva dessa zona, poderemos vir a presenciar um rally até aos $1355.



As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.

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