Trading IMF – Incertezas sobre o Brexit voltam a pressionar a libra

IMF – Incertezas sobre o Brexit voltam a pressionar a libra

Incertezas sobre o Brexit pressionam libra nos últimos dias; Tensões comerciais começam a dar impulso ao Eur/Usd; Crude consolida as perdas, após recuar de máximos; Ouro ressaltou e aponta para os $1300.
IMF – Incertezas sobre o Brexit voltam a pressionar a libra
Incertezas sobre o Brexit pressionam libra nos últimos dias

O Eur/Gbp ressaltou esta semana na zona dos £0.85, após ter recuado da zona dos £0.87. A libra tem vindo a recuar nos recentes dias, pressionada por sinais de que as negociações do Brexit entre o governo e trabalhistas poderão colapsar em breve e pela maior oposição interna à liderança de Theresa May – fala-se de que já está a preparar o calendário da sua saída. Apesar de os dados robustos do PIB de primeiro trimestre e da produção industrial em março no Reino Unido, o Eur/Gbp continuou a recuar, afastando ainda mais os £0.86. Tal acontece, porque o mercado já descontava o acontecimento, à medida que as empresas se antecipavam a um Brexit que nunca aconteceu.

Tecnicamente, o Eur/Gbp tem vindo recuperar e testa neste momento a linha de tendência descendente verificada desde inícios de fevereiro, à medida que o MACD inverte o sinal de venda. Um rompimento em alta deste limite intensificará a perspetiva bullish para o par.


Tensões comerciais começam a dar impulso ao Eur/Usd

O Eur/Usd recuperou dos mínimos alcançados no início do mês e voltou a negociar acima dos $1.12, tendo alcançado máximos de uma semana. As encomendas industriais alemãs recuaram 6% y/y em março (menos que o esperado), trazendo um ligeiro alívio à Alemanha. O abrandar do setor manufatureiro tem vindo a "contaminar" o setor dos serviços na Zona Euro. A Comissão Europeia reviu em baixa o crescimento para 2019, mas manteve as perspetivas para a inflação. O par tem vindo a ser beneficiado pelo escalar das tensões comerciais, com o mercado a especular a possibilidade de corte de taxas por parte da Fed devido às consequências de uma guerra comercial.

Tecnicamente, o Eur/Usd testa neste o momento a linha descendente de curto-prazo. Um rompimento deste limite em alta poderá confirmar a perspetiva bullish e levar o par a testar os $1.1300-$1.1340.

Crude consolida as perdas, após recuar de máximos

Após terem renovado mínimos superiores a um mês os preços do petróleo não apresentaram grandes novidades. Os preços foram equilibrados durante a semana pelo corte de produção da OPEP, pelas sanções ao Irão e Venezuela e pela subida de produção dos EUA. O escalar das tensões comerciais entre os EUA e a China também afetou os preços.

Durante a semana o petróleo negociou lateralmente entre os $61-$63. O crude continua assim a negociar abaixo dos 38.2% de retração de fibonacci. O MACD dá sinal de venda, mas a tendência a longo prazo continua a ser de alta.

Ouro ressalta e aponta para os $1300

O ouro foi suportado pelo aumento das tensões comerciais, à medida que os investidores perdem o apetite pelo risco, após as tarifas adicionais impostas pelos EUA em $200 mil milhões de bens provenientes da China. O recuo do dólar também deu algum impulso ao ouro.

A nível técnico, o curto-prazo aponta para uma permanência nos valores atuais e tecnicamente o ouro está junto a um nível de suporte relevante, que caso quebrado abre espaço para perdas até perto dos $1200. O médio-prazo ainda está construtivo, mas nesta fase haverá clara resistência nos $1300 e os máximos do ano $1348 parecem cada vez mais difíceis de se repetir.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.

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