Trading IMF – Parlamento britânico volta a chumbar acordo para o Brexit.

IMF – Parlamento britânico volta a chumbar acordo para o Brexit.

Eur/Gbp atingiu máximos de uma semana após votação do Brexit; Eur/Usd deu continuidade às quedas e alcançou mínimos de três semanas; Cortes da OPEP e sanções à Venezuela e ao Irão suportam o petróleo; Ouro recuou para mínimos de três semanas.
IMF – Parlamento britânico volta a chumbar acordo para o Brexit.

Eur/Gbp atingiu máximos de uma semana após votação do Brexit

Os deputados do Parlamento britânico rejeitaram o acordo do Brexit de Theresa May pela terceira vez na passada sexta-feira, constituindo-se provavelmente como o fim da linha para a primeira-ministra no cargo e colocando uma vez mais o país numa situação de grande instabilidade. A votação contou com 344 votos contra o acordo e 286 a favor. Uma saída sem acordo no dia 12 de abril parece ser agora o cenário mais provável. O Eur/Gbp reagiu em alta à votação do acordo para máximos de quase uma semana perto dos £0.8650, tendo posteriormente recuado. O PIB homólogo do Reino Unido no 4ºT saiu acima do esperado (1.4% vs 1.2% y/y), sendo que face ao trimestre anterior se manteve inalterado nos 0.2% q/q conforme previsto. Um estudo da UE (Gfk) revelou que a confiança dos consumidores britânicos se manteve inalterada em março devido ao forte mercado laboral que tem compensado as incertezas geradas pelo Brexit.

A nível técnico, o Eur/Gbp quebrou a zona suporte dos £0.8625. Posteriormente, o câmbio testou a média móvel de 50 períodos, tendo recuado após falhar a quebra da mesma. O MACD dá um sinal de compra, pelo que poderá ocorrer novo teste na média mencionada. Caso esta seja quebrada, fica aberta a hipótese de ocorrer um rally no câmbio até aos £0.8720.


Eur/Usd deu continuidade às quedas e alcançou mínimos de três semanas

O destaque vai para inversão da curva de rendimentos nos EUA que aumentou os receios a nível global da proximidade de uma recessão. É de notar que os juros a 10 alemães ficaram negativos (algo que não acontecia desde 2016). Charles Evans (Fed) e Janet Yellen, ex-presidente da Fed, já puseram de parte o risco de recessão. Contudo, os recentes dados macroeconómicos nos EUA têm vindo cada vez mais a apontar para um abrandamento económico desde o mercado imobiliário à confiança do consumidor. Na Zona Euro, Mario Draghi afirmou que poderá adiar ainda mais a subida de taxas de juro e que considera aplicar medidas que mitiguem os efeitos colaterais das taxas de juro negativas – algo que tem como consequência o manter das taxas de juro em níveis baixos por mais tempo.

Tecnicamente, o Eur/Usd continuou a recuar tendo quebrado os $1.1260 em baixa e acabou por alcançar mínimos de três semanas. A perspetiva bearish no curto-prazo mantém-se e o par poderá dar seguimento à descida e alcançar novos mínimos. O suporte técnico mais próximo fixa-se nos $1.1174.

Cortes da OPEP e sanções à Venezuela e ao Irão suportam o petróleo

O petróleo registou a maior subida trimestral desde 2019, suportado pelos cortes da OPEP e pelas sanções dos EUA à Venezuela e ao Irão. A suportar os preços durante a última semana estiveram alguns constrangimentos temporários no Texas, que têm impedido o porto de Houston de continuar parte das exportações de petróleo. Adicionalmente, os cortes da OPEP continuam a dar algum conforto aos analistas e investidores. Do lado contrário, os inventários nos EUA registaram uma subida de 2.8 milhões de barris na semana passada.

Tecnicamente, o crude mantém-se a consolidar entre os $58 e os $60. Contudo a perspetiva bullish sobre a matéria-prima permanece, esperando-se um afastar em alta dos atuais níveis.


Ouro recuou para mínimos de três semanas

O ouro viu a sua cotação atingir mínimos de três semanas perto dos $1286. Os principais motivos para a referida queda prenderam-se com a valorização generalizada do dólar norte-americano, assim como às subidas no mercado acionista.

Tecnicamente, o metal precioso acabou por quebrar em baixa o limite inferior do canal ascendente de curto prazo. O MACD inverteu e dá agora um sinal de venda, pelo que o par poderá a vir testar a média móvel de 100 períodos, perto do suporte dos $1275.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.

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